Eu nunca imaginei mesmo, que seria fácil enfrentar todas as mudanças que viriam a acontecer quando decidi morar fora do pais. Ainda bem que pensei dessa maneira, porque realmente não foi. Foi por isso que esperei o momento certo. Eu já tinha 25 anos, não mais adolescente e nem tão adulta, já tinha meu diploma de bacharel na mão, uma carreira definida, relativamente experiencia pessoal e profissional suficiente para morar sozinha... senti que era a hora certa de mudar... crescer mais... amadurecer.
Hoje, depois de 7 anos morando nos Estados Unidos, eu me surpreendo com tudo que alcancei, tantas coisas pessoais e profissionais, tudo praticamente sozinha, sem muito apoio " direto" de familiares ou amigos (claro que apoio sempre tive, no entanto, no meu caso esse apoio vinha sempre por uma linha telefonica e pela telinha do skype, recentemente). Independência vem com experiência, eu sempre soube que se eu tivesse que fazer algo, " eu teria que fazer por mim mesma" senão ninguém iria fazer... essa foi minha primeira lição. A segunda, definitivamente, foi aprender a amar e acreditar em mim mesma acima de qualquer coisa e em qualquer circunstância, ninguém iria me valorizar e me amar se eu não demonstrasse isso... pensamento positivo e fé naquilo que você acredita atrai coisas boas para sua vida. E dificil dar valor as coisas quando você as tem, e muitas vezes você nem sabe o valor que essas coisa tem na sua vida se você não as perde. A rotina da família, as obrigações e responsabilidades, foram as primeiras coisas que comecei a ver de uma maneira diferente. Sim, eu senti saudade dessas coisas. Ter meus pais por perto pelas manhãs e noites para bater um papo, ter refeições na mesa juntos, assistir a programas de TV sentados no sofá da sala. Eu só me dei conta de como esses pequenos momentos eram valiosos para mim quando eu me vi sozinha, sem ninguém por perto para perguntar como meu dia foi no trabalho, como fui naquele teste ou mesmo coisas do tipo; para onde eu estava indo, com quem iria sair, quem iria dirigir, por volta de que horas eu iria voltar para casa... coisas desse tipo. Sim, eu senti falta da nossa rotina " simples e especial" . Liberdade é bom, mas as vezes você tem muito dela, que cai naquele sentimento vazio de solidão.
Nos dois ou três primeiros anos, eu digo que " aprendi a lidar com a saudade", agora eu digo que " aprendi a viver com ela". Bom, lembre que esse é o meu ponto de vista, de repente você vê e sente as coisas de uma maneira diferente... Olhando para traz, e vendo todos nos anos que passaram e caminhos que percorri longe do meu país, da minha cultura, da minha língua, das minhas tradições e valores, longe da familia e amigos, eu posso realmente analisar e dizer o que isso me proporcionou, e ainda me proporciona, uma variedade de experiências novas acompanhadas de diversos sentimentos novos. Cada experiência é única e trás uma nova lição, um capitulo novo.
Conclusão: eu estive em muitos lugares, fiz tantos amigos longe de casa, aprendi tantas coisas.. coisas que raramente teriam acontecido se não tivesse fora meu habitat natural.








After decades of my "one minute experience", my impression is that "time goes by faster as you get older". It seems that the hours, the weeks, the months and years are shorter every year. Crazy... don't you think?

All of these updates and changes, makes me want to travel even more... I recommend checking out a recent survey from Monocle magazine, an independent audit, with information collected over a year from over 100 different countries, in my opinion, it is an amazing travel survey. Take a look and let me know what do you think. Enjoy your next trip!!!






